domingo, abril 18, 2010

Leitura II

Trabalhando com a leitura, um projeto adotado também pela escola, objetivando despertar o hábito da leitura em meus alunos, a escola para a cada quinze dias para que todos possam ler. Em minha sala de aula adotamos ler todas as sextas-feiras a partir das 11hs15min, onde todos paramos nossas atividades para dedicar este tempo a leitura. Esta leitura é de livre escolha dos alunos, pode ser histórias em quadrinhos, livros infantis, jornais entre outros.
Estamos sempre em processo de aprendizagem, já adotei este sistema de os alunos terminarem suas atividades e dedicarem seu tempo a leitura de livros, devo confessar que não deu muito certo e comentando com minhas colegas de Pead, sobre a idéia e que a mesma não tinha alcançado os objetivos esperados, ouvi o seguinte questionamento: Você parou e leu com os alunos? Realmente, eu não parava para ler, logo o exemplo incentiva as atitudes.
Este ano também mudei meus hábitos, quando começamos a ler, todos, alunos e professora, escolhem um livro e passamos estes momentos somente lendo.
Posso dizer que até o momento, pois começamos a ler a três semanas, os alunos estão bem motivados e não esquecem o dia e hora de nossa leitura.
Exemplo é fundamental, agora sei que se quero que meus alunos desenvolvam o hábito de ler, devo mostrar-lhes que também sou adepta deste hábito, que através da leitura podemos conhecer muitas realidades e questioná-las.

sexta-feira, abril 16, 2010

Leitura

O meu projeto de estágio está focado na leitura e escrita nas séries iniciais. Tenho uma turma de 3º ano (2ª série do ensino de oito anos) composta de 19 meninos e 13 meninas, é uma turma bem agitada.
Optei por trabalhar a leitura e escrita com meus alunos com o intuito de despertar o hábito da leitura, pois muitos somente tem acesso aos livros no ambiente escolar, e um dos meus objetivos (entre muitos) é fazer com que os mesmos ampliem este espaço, ou seja, levem para suas casas este hábito criado, ou melhor, incentivado, na escola.
Mas não pretendo desenvolver a leitura somente como uma decodificação de símbolos, esta leitura deve ser significativa, como coloca Paulo Freire (1997, 11) :
"A leitura do mundo" precede a leitura da palavra, ou seja, a compreensão do texto se dá a partir de uma leitura crítica, percebendo a relação entre o texto e o contexto".
Nas trilhas do mesmo entendimento, Souza (1992) afirma:
"Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade"(p. 22).
Logo queremos que nosso aluno dialogue com o autor, através de reflexões críticas dos textos lidos em sala de aula.
Pretendo a partir deste projeto proporcionar ao aluno oportunidades de desenvolvimento de sua criticidade, utilizando a leitura crítica de diversos textos, onde os mesmos irão discutir os textos lidos.
Nesta primeira semana de estágio, dei o primeiro passo em busca de meus objetivos, minha turma está iniciando no "caminho da leitura" pois como é um 3º ano, alguns alunos ainda não estão alfabetizados, não conseguem ler e outros continuam vendo os livros como apreciação dos desenhos, pretendo através da leitura de diferentes tipos de textos e de interpretações orais fazer com que os mesmos, em seu tempo, despertem para a leitura, interpretando com criticidade os textos lidos.





quinta-feira, abril 08, 2010

Preocupação

Estou começando a ficar preocupada com o uso de tecnologias, o problema da energia ainda não foi solucionado e acredito que tão cedo não teremos novidades.
Como a primeira aula dos meus alunos no LI os mesmos se mostraram participativos, respondendo as questões colocadas sobre correios eletrônicos, sites de relacionamento nos quais demonstraram conhecimento sobre que foi abordado, na aula seguinte como ainda não seria possível utilizar o LI, levei minha internet móvel, solicitei o notebook da escola para mostrar o blog da escola, como se faz postagens em blogs mas não conseguimos fazer muita coisa pois a internet se desconectava todo momento o que ocasionou desinteresse por parte dos alunos e tivemos que parar e voltar para o quadro de giz.
Nem sempre o que é planejado pode ser realizado, o que faz com que o professor busque alternativas para suprir as dificuldades que ao longo de um dia letivo vão surgindo.

sábado, abril 03, 2010

Buscando alternativas





Uma das minhas preocupações, reportando-me ao estágio, seria o uso de tecnologias com meus alunos. Em minha escola, no ano passado, foi montado o ambiente informatizado, recebemos computadores, a sala destinada ao laboratório foi organizada e liberada aos alunos, mas a escola está enfrentando, no momento, problemas com relação aos geradores, pois os mesmos não tem força suficiente para o funcionamento dos mesmos, logo os alunos não podem usufruir do mesmo. Pensando em como solucionar ou amenizar a ansiedade deles, pois toda a semana me perguntavam sobre o horário da informática, conversei com o professor responsável pelo AI propondo que fizéssemos uma aula teórica, ou seja, mostrar as ferramentas que poderiam ser utilizadas, quais as utilidades da Internet para a sala de aula, procurando desvincular a idéia que os mesmos construiram sobre o uso do AI, ou seja, conhecer novos jogos, ou somente "jogar". Foi um período muito bom, pois conversamos com eles e podemos verificar o que eles conheciam sobre correio eletrônico, sites de relacionamento, apresentamos alguns blogs e wikis que poderiam ser, por eles criados.




quinta-feira, abril 01, 2010

Estágio

Este semestre estaremos realizando nosso estágio supervisionado, muito se questionou sobre a necessidade do mesmo em virtude de sermos todas professoras, logo busquei algumas considerações sobre o que significa e/ou representa o estágio para alguns autores. Segundo o dicionário:

Estágio s.m. Período de estudo prático exigido dos candidatos ao exercício de certas profissões liberais: Estágio de engenharia; estágio pedagógico. /Período probatório, durante o qual uma pessoa exerce uma atividade temporária em uma empresa. / Aprendizagem, experiência.


O estágio é um momento de fundamental importância no processo de formação profissional. Constitui-se em um treinamento que possibilita ao estudante vivenciar o aprendido na Faculdade, tendo como função integrar as inúmeras disciplinas que compõem o currículo acadêmico, dando-lhes unidade estrutural e testando-lhes o nível de consistência e o grau de entrosamento. Por meio dele o estudante pode perceber as diferenças do mundo organizacional e exercitar sua adaptação ao meio empresarial.


O estágio funciona como uma “janela do futuro” através do qual o aluno antevê seu próximo modo de viver. Deve ser uma passagem natural do “saber sobre” para o “saber como”; um momento de validação do aprendizado teórico e prático em confronto com a realidade.

De acordo com estas considerações, estágio é a prática da teoria exposta em sala de aula. Como em nosso curso, desde o primeiro dia, já trabalhávamos esta prática, vejo o estágio como uma possibilidade de aprimoramento do nosso dia a dia.

Conforme Kulcsar (1994, p. 65): "(...) o Estágio não pode ser encarado como uma tarefa burocrática a ser cumprida formalmente... Deve, sim, assumir a sua função prática, revisada numa dimensão mais dinâmica, profissional, produtora, de troca de serviços e de possibilidades de abertura para mudanças".

A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria /Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo. (Freire, 1996, p.12)

Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. (Freire, 1996, p. 14).



http://www.fbb.br/downloads/estagio.pdf

quarta-feira, março 24, 2010

Recomeçando . . .




Após dois meses de férias estamos recomeçando nosso ano letivo. Já voltei às aulas exercendo meu papel de professora. Nesta terça-feira (16/03) reiniciei a etapa que ainda estava de "férias", minhas aulas, onde exerço o papel de estudante.
Iniciei o 8º semestre, e ao pensar que estou no término do curso muitos sentimentos se misturam. Ao mesmo tempo que sinto um certo alívio de estar concluindo um curso do qual muitas vezes cheguei pensar que não o concluiria, também sinto saudades dos "semestres" que cursei, das colegas, das cobranças referentes aos trabalhos a serem postados, dos prazos a serem cumpridos, das trocas de informações com as colegas, ou seja, das amigas que encontrei neste curso.
Este ano se configura em um ano de conclusões de etapas, estou concluindo o curso, meu filho mais velho concluindo o ensino fundamental, o menor ingressando no ensino fundamental e meu marido concluindo seu mestrado, logo, este ano é muito importante, pois marca momentos distintos em minha família.
Espero iniciar com o "pé direito", desejando a todas as minhas colegas um ótimo semestre e que as nossas expectativas e ansiedades (como em todos os semestres) sejam acomodadas com o auxílio de nossas orientadoras, tutoras e professoras que muito nos auxiliaram ao longo desta nossa caminhada.
Abraços a todas!!!

sábado, novembro 14, 2009

Arquitetura Pedagógica

Comecei nesta sexta-feira a aplicar a proposta de arquitetura pedagógica construída pelo grupo. Aproveitando o trabalho a ser desenvolvido sobre o Dia da Consciência Negra, e meu horário no LI, trabalhei o tema com meus alunos onde os mesmo usaram pela primeira vez pesquisa na internet, acessaram o google e visitaram sites que abordavam o tema a ser desenvolvido. Meus alunos adoraram e eu também, pois se mostraram muito interessados, participativos, questionadores, após trocaram informações entre eles sobre os sites acessados, o que lamentei foi que nosso horário ficou reduzido pela metade em função das quedas de luz que ocorreram e acabaram por desconectar a rede, problemas de infra-estrutura que ainda temos que passar.
Mas realizamos o ponta-pé inicial, foi um começo.

sexta-feira, novembro 13, 2009

EJA

Estamos construindo na interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos um pôster baseados nas leituras e na pesquisa de campo.
Este trabalho está sendo muito enriquecedor, pois como sou professora de séries iniciais, não compreendia a sistemática das aulas em turmas de EJA, mas após as entrevistas e trocas com minhas colegas as quais lecionam para turmas de EJA, as leituras dos textos, percebi uma outra realidade.
Existem muitas desistências, alunos evadidos, mas o tempo deles é outro, ou seja, devido a serem uma classe especial, com peculiaridades distintas existe uma legislação, uma metodologia que é desenvolvida para atender esta demanda.
Segundo uma colega, as aulas devem ser retomadas diariamente, pois existe muita inclusão de alunos durante o ano letivo, que as vezes não corresponde ao ano letivo de uma escola regular, os avanços dos alunos também atendem a critérios estabelecidos pela escola.
Estes alunos geralmente estão inseridos no mercado de trabalho e não existe limite de idade nas turmas, onde a faixa etária fica entre 15 à 60 anos em média.
Com a elaboração deste trabalho estou conhecendo muitos aspectos deste segmento da educação ao qual não tinha nenhuma informação e que estou achando muito interessante.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Arquitetura Pedagógica

Arquitetura Pedagógica é uma combinação de estratégias, dinâmicas de grupo, softwares educacionais e ferramentas de apoio à cooperação, voltadas para o favorecimento da aprendizagem. Essas arquiteturas, independente de sua natureza, usando ou não a tecnologia digital, irão sempre requerer a utilização de objetos de aprendizagem. A concepção adequada desses objetos tem implicações diretas na construção do conhecimento pelos estudantes.
As arquiteturas buscam traduzir propostas pedagógicas em situações de aprendizagem mediadas por materiais didáticos interativos e por Ambientes Virtuais. Tais situações caracterizam-se pelo deslocamento das concepções hierárquicas e disciplinares de ensino e direcionam-se para a concepção do conhecimento interdisciplinar em um modelo de "rede de relações".

Essas arquiteturas são definidas como “suportes estruturantes” para a aprendizagem. São configuradas a partir da confluência de diferentes componentes: abordagem pedagógica, software, internet, inteligência artificial, educação a distância, concepção de tempo e espaço. O caráter destas arquiteturas pedagógicas é pensar que a aprendizagem é construída na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico (Kerckhove 2003). Seus pressupostos curriculares compreendem pedagogias abertas capazes de acolher didáticas flexíveis, maleáveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos.
O papel do professor é imprescindível no sentido de criação e proposição de arquiteturas e de orientação aos estudantes. Assim, as arquiteturas não prescindem de propostas de trabalho aos estudantes, elas são necessárias para ajudar na construção da autonomia dos estudantes e na construção do conhecimento dos estudantes, apresentando componentes propositivos e oferecendo fontes de informação ricas e variadas.
As arquiteturas não se confundem com as formas de trabalho tradicionais de uso de apostilas, fascículos ou livros didáticos que, na maioria das vezes propõem uma estrutura de trabalho na qual é privilegiada a apresentação de informação e a proposição de exercícios repetitivos, fechados e factuais. Elas pressupõem atividades interativas e problematizadoras, que atuam de forma a provocar, por um lado, desequilíbrios cognitivos e, por outro, suportes para as reconstruções. Dessa forma, as arquiteturas pressupõem aprendizes protagonistas, solicitando do estudante ação e reflexão sobre atividades que pressupõem a criação de estruturas de trabalho interativas e construtivas.

As arquiteturas pedagógicas trazem em sua proposta um rompimento com a pedagogia tradicional, pois com a inserção de ferramentas tecnológicas proporcionam uma aprendizagem interativa, onde o aluno se torna o sujeito de sua aprendizagem. A construção e aplicação de uma arquitetura pedagógica estaremos nos aproximando dos ideais pedagógicos propostos por Paulo Freire, oportunizando a autonomia de nosso aluno, pois a mesma parte dos conhecimentos, das certezas e dúvidas dos mesmos trabalhando, ela possibilita uma quebra de paradigmas, desestruturando conceitos para após reconstruí-los a partir de testagens, troca de informações. Como foi colocado acima o papel do professor neste processo é o de mediador, questionador, facilitador. O aluno construirá a sua aprendizagem.



http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2006/artigosrenote/25132.pdf

http://senaedpedagogiaead.wordpress.com/2009/05/31/arquiteturas-pedagogicas-no-pead/

sábado, outubro 31, 2009

O Garoto Selvagem



Num dia de Verão do ano de 1798, numa floresta francesa, foi encontrada por caçadores uma criança selvagem.
Levada para Paris, foi observada pelo mais célebre psiquiatra da época, Pinel, que a considerou como um idiota irrecuperável e pelo jovem médico Itard que, ao contrário, considerou ser possível recuperar o atraso provocado não por inferioridade congénita mas pelo seu isolamento total. Para provar a veracidade das suas razões, Itard pediu a tutela desta criança.
Assim, na sua casa em Batignoles, com a ajuda da sua governanta, Mme Guérin, iniciou a difícil tarefa de desenvolver as faculdades dos sentidos, intelectuais e afectivas de Victor, nome pelo qual se passou a chamar esta criança.