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sexta-feira, outubro 30, 2009

Pedagogia de Projetos

O projeto não é uma simples representação do futuro, do amanhã, do possível, de uma idéia; é o futuro a fazer,um amanhã a concretizar, um possível a transformar em real, uma idéia a transformar em ato”. Barbier(1994)

Na educação, segundo Valente (2002) o desenvolvimento de projetos educacionais é uma alternativa de tornar a aprendizagem contextualizada no interesse do aluno e relacionada com as situações reais do mundo que vivemos, na busca de unir dois mundos que coexistem separadamente: a vida e a escola. A possibilidade de trabalhar em educação, por meio de PD, significa dar aos alunos a oportunidade de aprender a fazer planejamentos com o propósito de transformar uma situação real e concreta, contextualizadas, em uma realidade. Os projetos didáticos, além de tratar os conteúdos programados, eles contextualizam essas aprendizagens na busca de um produto final.
É importante constatar que a informação necessária para construir os Projetos não está determinada de antemão, nem depende do educador ou do livro-texto, está sim em função do que cada aluno já sabe sobre um tema e da informação com a qual se possa relacionar dentro e fora da escola.

Fonte:
HERNÁNDEZ, Fernando; MONTSERRAT, Ventura. Os projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares. In: _____. A organização do currículo por Projetos de Trabalho. 5ª edição, Porto Alegre: Artmed, 1998.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Curriculo Integrado

“A especialização sem limites culminou numa fragmentação crescente do horizonte epistemológico. Chegamos a um ponto que o especialista se reduz àquele que, à causa de saber cada vez mais sobre cada vez menos, termina por saber tudo sobre o nada. (...)”. (JAPIASSU, Hilton, 1994).
Os sistemas educacionais são pensados conforme o modelo de sociedade no qual estão inseridos, logo, não podemos deixar de considerar que o processo de desqualificação e atomização de tarefas, refletiram nos sistemas educacionais, onde professores e alunos não possuíam autonomia para participar destes processos, então o que se aprendia nas salas de aula estavam em sintonia com o modelo de sociedade vigente, ou seja, eram desenvolvidas habilidades relacionadas com a obediência e submissão às autoridades, como os trabalhadores, que não tinham autonomia em decidir o que ser produzido, por que, para quê, como, etc., o aluno também não entendia a finalidade do que estava “aprendendo”, pois tais conteúdos, desenvolvidos com uma série de enunciados, atividades, temas trabalhados de forma descontextualizadas, isolados, se mostravam de forma tão abstrata, que os mesmos não compreendiam o significado do processo ensino aprendizagem. A educação afastou-se de sua finalidade: preparar cidadãos e cidadãs para agir de forma responsável, justa, crítica, solidária e democrática em sua comunidade.

quarta-feira, setembro 30, 2009

segunda-feira, setembro 07, 2009

João Amos Comenius

João Amós Comenius nasceu em 28 de Março de 1592, na região da Moravia, Boêmia, atual republica Tcheca. Perdeu os pais cedo e foi estudar teologia na faculdade calvinista de Herbon aonde se familiarizou com estudos de línguas. Aos 26 anos regressa a Moravia e assume uma igreja , porém sai de lá por causa de uma guerra político-religiosa com os católicos, qual Comenius se engaja a ajudar irmãos na fé. Expulso da Boemia em 1628 se refugia na Polônia e percorre toda a Europa não católica militando por 42 anos articulando seus projetos científicos e educacionais para divulgar seu sonho reformista. Em 1641 vai para Londres estabelecer uma diálogo entre o rei e o parlamento e fica 1 ano por lá, em 42 recebe um convite de Luís de Geer e do governo de Estocolmo para promover uma reforma do sistema escolar da Suécia, mas seu sistema educacional-religioso não foi bem aceito pelos luteranos suecos. Em 1648 se estabelece na Prússia oriental e articulou seus escritos e pensamentos filosóficos, sociais e religiosos. Com uma vida bem atarefada veio a falecer em Amisterdam em 1670, no dia 15 de novembro.
Quando se fala de uma escola em que as crianças são respeitadas como seres humanos dotados de inteligência, aptidões, sentimentos e limites, logo pensamos em concepções modernas de ensino. Mas elas já eram defendidas em pleno século 17 por Comênio (1592-1670), o pensador tcheco que é considerado o primeiro grande nome da moderna história da educação.
Comênio não foi o único pensador de seu tempo a combater o pedantismo literário e o sadismo pedagógico, mas ousou ser o principal teórico de um modelo de escola que deveria ensinar "tudo a todos", aí incluídos os portadores de deficiência mental e as meninas, na época alijados da educação. "Ele defendia o acesso irrestrito à escrita, à leitura e ao cálculo, para que todos pudessem ler a Bíblia e comerciar", diz Gasparin. Comênio respondia assim a duas urgências de seu tempo: o aparecimento da burguesia mercantil nas cidades européias e o direito, reivindicado pelos protestantes, à livre interpretação dos textos religiosos, proibida pela Igreja Católica. A obra de Comênio corresponde também a outras novidades, entre elas "o despertar de uma nova concepção de criança", como diz Gasparin. "Ele a trata em seus livros com muita delicadeza, num tempo em que a escola existia sob a égide da palmatória", continua o professor. "A educação era vista e praticada como um castigo e não oferecia elementos para que depois as pessoas se situassem de forma mais ampla na sociedade. Comênio reagiu a esse quadro com uma pergunta: por que não se aprende brincando?"

Conhecer as ideias de Comênio e conhecer a época nas quais elas foram concebidas, um período em que a educação era baseada em castigos, onde não se olhava a criança como um ser com necessidades individuais, não se permitia oportunizar que os mesmos se tornassem pessoas com autonomia e ele vislumbrou um novo olhar na maneira de educar, mostrou que a escola precisava ser reformulada e que pode ser transformada para atender as necessidades dos alunos, valorizando a educação familiar, temas que hoje são discutidos, na educação atual, onde o grande desafio da escola é inserir a família dentro do processo ensino-aprendizagem.
Mas infelizmente, em pleno século 21, ainda encontramos professores que desprezam tais ideias, engessados em uma metodologia, um fazer docente, que não atende a dinâmica da época em que vivemos, logo reclamam da falta de motivação de seus alunos, bem como a problemas disciplinares.
Comênios, já mencionava, em sua época, da importância de motivarmos nossas crianças, não massacrá-las somente com conteúdos, dosar conversas, brincadeiras com o que deve ser ensinado, valorizar as experiências trazidas pelos alunos.
Então me pergunto, onde estavam estes profissionais que não sentiram o tempo passar, não percebem a época na qual estão vivendo?

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/pai-didatica-moderna-423273.shtml

http://juandepaula.blogspot.com/2006/04/por-uma-pedagogia-crist-joo-ams.html

O Menininho

Era uma vez um menininho que contrastava com a escola bastante grande. Uma manhã a professora disse que os alunos iriam fazer um desenho.
- Que bom! - Ele gostava de fazer desenhos.
Ele pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar. Mas a professora disse para esperar, que ainda não era hora de começar.
E ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.
- Que bom! - pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores e começou a desenhar flores com lápis rosa, azul e laranja. Mas a professora disse que ia mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual à da professora.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse que os alunos iriam fazer alguma coisa com o barro.
- Que bom! - pensou. Ele gostava de trabalhar com barro.
Ele pensou que podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse para esperar.
E ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.
- Que bom! - pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
A professora disse que era para esperar, que iria mostrar como fazer.
E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso.
Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo igualzinho ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho e a sua família se mudaram para outra cidade, e o menininho tinha que ir para outra escola.
Esta escola era ainda maior que a primeira.
E no primeiro dia, a professora disse que os alunos fariam um desenho:
- Que bom! - pensou o menininho, e esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala.
Quando veio até o menininho disse:
- Você não quer desenhar?
- Sim, mas o que vamos desenhar?
- Eu não sei, até que você o faça.
- Como eu posso fazê-lo?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei. - disse o menininho.
E começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.

Helen E. Buckley
Este texto trabalhado na disciplina de Didática, me fez pensar nos meus tempos de escola, na maneira que, como exemplo, as aulas de artes eram trabalhadas, não tinhamos espaço para desenvolvermos nossa criatividade, simplesmente reproduzíamos modelos prontos, mas ao mesmo tempo sentir um certo alívio por não agir com meus alunos da forma em que a primeira professora desenvolvia o seu trabalho.
Uma das nossas responsabilidades é proporcionar aos nossos alunos condições para que desenvolvam sua criatividade, sua autonomia, e lendo o texto me fez sentir, também, uma certa tristeza por saber que ainda existem professores que trabalham desta forma, e acredito, que os mesmos não tem a consciência do "estrago" que podem estar causando em seus alunos, pois encontramos alunos com bloqueios de linguagem, do pensamento criador, inibidos em sua auto-expressão, logo, recomendo a leitura deste texto a todos os professores e apartir do mesmo refletissem sobre a sua prática docente.