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quarta-feira, outubro 28, 2009

Oralidade

Uma das atividades propostas na interdisciplina de linguagem aborda a oralidade infantil, narrativa realizadas pelas crianças. Como meu filho está com 5 anos resolvi fazer um video onde ele conta uma história.

Geralmente quando uma criança está fazendo um relato, contando uma história ela mistura experiencias vividas com partes da história, ela brinca com a realidade e encontrando um jeito próprio de lidar com ela, percebi que meu filho ao fazer seus relatos inseri nos seus personagens as pessoas que ele tem muita afinidade ou colegas que marcaram seu dia, ou quando foi solicitado a contar uma história começou a descrever os episódios de Star Wars, série que ele ultimamente tem assistido junto com seu irmão mais velho. Mas seus relatos são recheados de peculiariedades.

"O pensar não se estrutura internamente, mas no momento da fala". "A narrativa (primeira estrutura da oralidade com que a criança tem contato em seu cotidiano) é, portanto, o que modela e estimula a atividade mental", segundo Maria Virginia Gastaldi. Partindo deste comentário vimos a importância de, na educação infantil, estimularmos a narrativa de contos infantis bem como os relatos de experiências vividas. Músicas, relatos, leituras de contos são atividades que fazem parte da rotina diária das aulas de educação infantil.

Fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/narrativa-infantil-509139.shtml

quarta-feira, setembro 30, 2009

segunda-feira, setembro 21, 2009

Letramento


Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno.
Magda Becker Soares, professora titular da Faculdade de Educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e doutora em educação, explica que ao olharmos historicamente para as últimas décadas, poderemos observar que o termo alfabetização, sempre entendido de uma forma restrita como aprendizagem do sistema da escrita, foi ampliado. Já não basta aprender a ler e escrever, é necessário mais que isso para ir além da alfabetização funcional (denominação dada às pessoas que foram alfabetizadas, mas não sabem fazer uso da leitura e da escrita).
O sentido ampliado da alfabetização, o letramento, de acordo com Magda, designa práticas
de leitura e escrita.

Fonte: http://www.verzeri.org.br/artigos/003.pdf?PHPSESSID=fda4b0f2d751d79506d528533b17b548

Linguagem e Educação

Estamos a todo momento em contato com o diferentes tipos de linguagem, seja ela de forma escrita, anúncios, protestos entre outros, logo não se pode pensar educação sem linguagem e que explorar a linguagem representa uma forma de desenvolver nas pessoas suas capacidades para compreenderem melhor o mundo e, assim, atuarem socialmente de forma ampla, crítica, participativa e adequada as situações concretas da interação social.

domingo, setembro 13, 2009

Linguagens

Não podemos afirmar que fala-se, escreve-se, lê-se sempre do mesmo jeito, pois os mesmos estão ligados a diversos fatores que influenciam a aquisição dos mesmos.
Conforme Cartier (1998) a alfabetização ocorre dentro da história, ou seja, no “saber ler” estão competências específicas de cada época. Se olharmos para o desenvolvimento da alfabetização em nosso país temos, no Brasil colônia e imperial, o ensino da leitura antecedia o da escrita, já no final do século XIX , com o barateamento do custo do papel, possibilitou-se o ensino simultâneo da leitura e da escrita.
Com a utilização de tecnologias como: e-mails, orkut, sites de relacionamento está se verificando uma transformação na forma escrita das mensagens, os adolescentes tem uma forma toda peculiar de se comunicarem, logo, não podemos esperar uniformidade na redação dos diferentes textos que são produzidos.
LINGUAGENS DA TV E DO VÍDEO

O vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele -nos toca e "tocamos" os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos, experienciamos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos.
O vídeo explora também e, basicamente, o ver, o visualizar, o ter diante de nós as situações, as pessoas, os cenários, as cores, as relações espaciais (próximo-distante, alto-baixo, direita-esquerda, grande-pequeno, equilíbrio-desequilíbrio). Desenvolve um ver entrecortado -com múltiplos recortes da realidade -através dos planos- e muitos ritmos visuais: imagens estáticas e dinâmicas, câmera fixa ou em movimento, uma ou várias câmeras, personagens quietos ou movendo-se, imagens ao vivo, gravadas ou criadas no computador. Um ver que está situado no presente, mas que o interliga não linearmente com o passado e com o futuro. O ver está, na maior parte das vezes, apoiando o falar, o narrar, o contar histórias. A fala aproxima o vídeo do cotidiano, de como as pessoas se comunicam habitualmente. Os diálogos expressam a fala coloquial, enquanto o narrador (normalmente em off) "costura" as cenas, as outras falas, dentro da norma culta, orientando a significação do conjunto. A narração falada ancora todo o processo de significação.
TV e vídeo encontraram a fórmula de comunicar-se com a maioria das pessoas, tanto crianças como adultas. O ritmo torna-se cada vez mais alucinante (por exemplo nos videoclips). A lógica da narrativa não se baseia necessariamente na causalidade, mas na contigüidade, em colocar um pedaço de imagem ou história ao lado da outra. A sua retórica conseguiu encontrar fórmulas que se adaptam perfeitamente à sensibilidade do homem contemporâneo. Usam uma linguagem concreta, plástica, de cenas curtas, com pouca informação de cada vez, com ritmo acelerado e contrastado, multiplicando os pontos de vista, os cenários, os personagens, os sons, as imagens, os ângulos, os efeitos.
A linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas: solicita constantemente a imaginação e reinveste a afetividade com um papel de mediação primordial no mundo, enquanto que a linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização, a abstração e a análise lógica.
Por que as pessoas abreviam a linguagem na web?

Para a professora Maria Teresa de Assunção Freitas, são dois os principais motivos da abreviação de palavras: o primeiro, a facilidade de se escrever de modo simplificado, e o segundo, a pressa. Esta, por sua vez, está ligada a outras duas razões: a economia (mandar uma mensagem maior pelo celular pode custar mais) e o desejo de reproduzir virtualmente o ritmo de uma conversa oral. “É para acelerar o bate-papo, que na internet, em chats e programas de mensagem instantânea, acontece em tempo real”, explica a especialista. “No celular, há o agravante do teclado, que é menor, e do preço, que é maior.” Uma terceira causa seria o desejo do adolescente de pertencer a um grupo: ele pode adaptar a sua escrita à linguagem da comunidade de que quer fazer parte - com o uso dos termos adaptados, ele adere aos códigos do grupo.