segunda-feira, setembro 07, 2009

João Amos Comenius

João Amós Comenius nasceu em 28 de Março de 1592, na região da Moravia, Boêmia, atual republica Tcheca. Perdeu os pais cedo e foi estudar teologia na faculdade calvinista de Herbon aonde se familiarizou com estudos de línguas. Aos 26 anos regressa a Moravia e assume uma igreja , porém sai de lá por causa de uma guerra político-religiosa com os católicos, qual Comenius se engaja a ajudar irmãos na fé. Expulso da Boemia em 1628 se refugia na Polônia e percorre toda a Europa não católica militando por 42 anos articulando seus projetos científicos e educacionais para divulgar seu sonho reformista. Em 1641 vai para Londres estabelecer uma diálogo entre o rei e o parlamento e fica 1 ano por lá, em 42 recebe um convite de Luís de Geer e do governo de Estocolmo para promover uma reforma do sistema escolar da Suécia, mas seu sistema educacional-religioso não foi bem aceito pelos luteranos suecos. Em 1648 se estabelece na Prússia oriental e articulou seus escritos e pensamentos filosóficos, sociais e religiosos. Com uma vida bem atarefada veio a falecer em Amisterdam em 1670, no dia 15 de novembro.
Quando se fala de uma escola em que as crianças são respeitadas como seres humanos dotados de inteligência, aptidões, sentimentos e limites, logo pensamos em concepções modernas de ensino. Mas elas já eram defendidas em pleno século 17 por Comênio (1592-1670), o pensador tcheco que é considerado o primeiro grande nome da moderna história da educação.
Comênio não foi o único pensador de seu tempo a combater o pedantismo literário e o sadismo pedagógico, mas ousou ser o principal teórico de um modelo de escola que deveria ensinar "tudo a todos", aí incluídos os portadores de deficiência mental e as meninas, na época alijados da educação. "Ele defendia o acesso irrestrito à escrita, à leitura e ao cálculo, para que todos pudessem ler a Bíblia e comerciar", diz Gasparin. Comênio respondia assim a duas urgências de seu tempo: o aparecimento da burguesia mercantil nas cidades européias e o direito, reivindicado pelos protestantes, à livre interpretação dos textos religiosos, proibida pela Igreja Católica. A obra de Comênio corresponde também a outras novidades, entre elas "o despertar de uma nova concepção de criança", como diz Gasparin. "Ele a trata em seus livros com muita delicadeza, num tempo em que a escola existia sob a égide da palmatória", continua o professor. "A educação era vista e praticada como um castigo e não oferecia elementos para que depois as pessoas se situassem de forma mais ampla na sociedade. Comênio reagiu a esse quadro com uma pergunta: por que não se aprende brincando?"

Conhecer as ideias de Comênio e conhecer a época nas quais elas foram concebidas, um período em que a educação era baseada em castigos, onde não se olhava a criança como um ser com necessidades individuais, não se permitia oportunizar que os mesmos se tornassem pessoas com autonomia e ele vislumbrou um novo olhar na maneira de educar, mostrou que a escola precisava ser reformulada e que pode ser transformada para atender as necessidades dos alunos, valorizando a educação familiar, temas que hoje são discutidos, na educação atual, onde o grande desafio da escola é inserir a família dentro do processo ensino-aprendizagem.
Mas infelizmente, em pleno século 21, ainda encontramos professores que desprezam tais ideias, engessados em uma metodologia, um fazer docente, que não atende a dinâmica da época em que vivemos, logo reclamam da falta de motivação de seus alunos, bem como a problemas disciplinares.
Comênios, já mencionava, em sua época, da importância de motivarmos nossas crianças, não massacrá-las somente com conteúdos, dosar conversas, brincadeiras com o que deve ser ensinado, valorizar as experiências trazidas pelos alunos.
Então me pergunto, onde estavam estes profissionais que não sentiram o tempo passar, não percebem a época na qual estão vivendo?

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/pai-didatica-moderna-423273.shtml

http://juandepaula.blogspot.com/2006/04/por-uma-pedagogia-crist-joo-ams.html

O Menininho

Era uma vez um menininho que contrastava com a escola bastante grande. Uma manhã a professora disse que os alunos iriam fazer um desenho.
- Que bom! - Ele gostava de fazer desenhos.
Ele pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar. Mas a professora disse para esperar, que ainda não era hora de começar.
E ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.
- Que bom! - pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores e começou a desenhar flores com lápis rosa, azul e laranja. Mas a professora disse que ia mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual à da professora.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse que os alunos iriam fazer alguma coisa com o barro.
- Que bom! - pensou. Ele gostava de trabalhar com barro.
Ele pensou que podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse para esperar.
E ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.
- Que bom! - pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
A professora disse que era para esperar, que iria mostrar como fazer.
E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso.
Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo igualzinho ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais coisas por si próprio.
Então, aconteceu que o menininho e a sua família se mudaram para outra cidade, e o menininho tinha que ir para outra escola.
Esta escola era ainda maior que a primeira.
E no primeiro dia, a professora disse que os alunos fariam um desenho:
- Que bom! - pensou o menininho, e esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala.
Quando veio até o menininho disse:
- Você não quer desenhar?
- Sim, mas o que vamos desenhar?
- Eu não sei, até que você o faça.
- Como eu posso fazê-lo?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei. - disse o menininho.
E começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.

Helen E. Buckley
Este texto trabalhado na disciplina de Didática, me fez pensar nos meus tempos de escola, na maneira que, como exemplo, as aulas de artes eram trabalhadas, não tinhamos espaço para desenvolvermos nossa criatividade, simplesmente reproduzíamos modelos prontos, mas ao mesmo tempo sentir um certo alívio por não agir com meus alunos da forma em que a primeira professora desenvolvia o seu trabalho.
Uma das nossas responsabilidades é proporcionar aos nossos alunos condições para que desenvolvam sua criatividade, sua autonomia, e lendo o texto me fez sentir, também, uma certa tristeza por saber que ainda existem professores que trabalham desta forma, e acredito, que os mesmos não tem a consciência do "estrago" que podem estar causando em seus alunos, pois encontramos alunos com bloqueios de linguagem, do pensamento criador, inibidos em sua auto-expressão, logo, recomendo a leitura deste texto a todos os professores e apartir do mesmo refletissem sobre a sua prática docente.

Iniciando um novo Semestre


A cada semestre que se inicia , existe a curiosidade de como se desenvolverão as atividades, mas também a certeza de que as mesmas enriquecerão a nossa prática docente.

Já estou no sétimo semestre, ou melhor estamos, e este tempo se passou de uma forma tão intensa que não vi o tempo passar. Mas ao mesmo tempo, reconheço a mudança que ocorreu em meu modo de agir e perceber a educação que temos em nosso país. Acendeu uma luzinha de que tudo não é caos, que existem muitas pessoas que acreditam na renovação, reformulação e qualidade da educação em nosso país, que trabalham com muita competência para que este novo olhar aconteça. Tenho muito orgulho de saber que meus professores fazem parte deste gupo de pessoas.

Neste semestre cursarei as seguintes disciplinas:

* Didática, Planejamento e Avaliação

* Educação de Jovens e Adultos no Brasil

* Linguagem Brasileira de Sinais - LIBRAS

* Linguagem e Educação

* Seminário Integrador VII

domingo, junho 14, 2009

Terra de Índio



"Terra de Índio, 2005, mostra as conseqüências da aculturação, resgate de identidade e a falta de terra da tribo Tupinambá de Olivença Bahia. O documentário Terra de Índio, relata as dificuldades que os índios Tupinambás de Olivença sofrem pela falta do bem mais precioso para toda aldeia, a terra. Que hoje está sobre o domínio e poder dos fazendeiros e coronéis da região, que destroem a mata atlântica, privando o índio até mesmo de pescar e plantar para sua sobrevivência."

PA - Desenhos Animados

Quando mencionamos desenho animado primeiramente pensamos em entretenimento, dificilmente encontramos uma pessoa (adulto ou criança) que não aprecie sentar em frente a televisão e assistir a um desenho animado.

Com a construção do PA, abordando este tema (desenho animado), estamos conhecendo, pesquisando sobre que fatores envolvem a criação de um desenho, que mensagens ou contribuições os mesmos abordam que possam influenciar no comportamento de nossos filhos.

Pesquisando sobre mangás, animes e cosplay, conheci o cuidado com que os japoneses criam suas histórias, eles não direcionam seus animes (desenho animado japonês) somente para as crianças, mas sim para toda a população. Suas histórias não são fechadas, como nos desenhos na Disney, por exemplo, elas seguem uma cronologia, são criadas episódios para cada história. Outra característica dos animes é a caracterização dos personagens, cada anime tem seu estilo, que vão desde os olhos grandes, bem definidos, redondos ou rasgados, com efeito de brilho, também se utilizam das cores, bem chamativas, para combinar com a personalidade e roupas dos personagens.

Os personagens costuman ter personalidade muito bem elaboradas ( ricas, com as mais diferentes características), independentemente de cada situação e adequadas ao tema. Este cuidado se deve ao fato de que a mesma pode decidir se uma anime vai ser cativante ou não.

Com a expansão dos animes, surgiram os eventos de Cosplay, onde o tema central são os personagens dos animes, ou seja, as pessoas (jovens e adultos) se caracterizam dos seus personagens preferidos e desfilam representando este personagem, seja com gestos, trejeitos que caracterizam o mesmo.

Outra contribuição destes desenhos é a divulgação da cultura japonesa, o interesse das pessoas que assistem estes desenhos em conhecer a cultura japonesa. Tenho um grande exemplo em casa, meu sobrinho desde que começou a assistir e gostar destes desenhos, já fez curso de mangá, estuda japonês, escuta música japonesa e participa destes eventos, os Cosplay.

Todo este cuidado na elaboração destes animes faz com que a cada ano, o desenho japonês conquiste mais mercado no mundo inteiro.

Estou aprendendo muito com este PA, e achando cada vez mais fascinante o mundo dos desenhos animados.

domingo, maio 31, 2009

Casualidades

Estou fazendo o Pró-letramento em alfabetização e para minha surpresa na última aula a instrutora no apresentou o texto " Vaca, leitão & pata de Claudio Martins, muito bom o texto pois trata da inclusão de maneira bem lúdica com as crianças.
Partindo de uma história bem acessível às crianças o texto mostra que todos somos diferentes, temos as nossas limitações mas se todos se ajudarem podemos atingir nossos objetivos, não existem seres perfeitos, para cada habilidade que somos deficientes temos outras asquais desempenhamos com perfeição, logo não podemos nos sentir menosprezados por não sermos "bons em tudo", é um texto excelente para trabalharmos a inclusão em nossas escolas.
A nota do autor transcrevo a seguir:

" Algumas pessoas são consideradas deficientes. Engraçado!, parece que todas as outras são muito eficientes!
Mas a maioria, infelizmente, não é.
Se fossem eficientes de verdade não haveria tanto desmatamento, poluição, guerras, violência, tanto mau-gosto e falta de educação.
Este livro é um abraço na Úrsula, minha sobrinha, que fez vários desfiles de moda, cada uma para mais de cinco mil pessoas e com renda destinada para crianças deficientes. Junto com os modelos, muitas destas crianças desfilaram com eficiência, bom gosto e muita imaginação.
Me ensinaram, de uma vez por todas, que aquilo que falta em um, o outro tem.
É, Somos todos, todos nós!, incompletos.

Cláudio Martins.




Entrevista com alunos

Realizando a entrevistas com os alunos negros de minha turma pude verificar que todos não se sentem discriminados na escola, uma das alunas disse que se sente feliz e não existe motivo pra se sentir diferente ou discriminada pois não é diferente de ninguém é uma aluna igual a todos os seus colegas. De acordo com as respostas de meus alunos constatei que a discriminaçao não parte das crianças e sim dos adultos, estes que discriminam.
Estou com esta turma a dois anos e nunca percebi discriminação racial por parte deles, quando surge algum apelido com relação a colegas, geralmente é relacionados a questões referente ao tipo físico como "dentuço", "gordinho" entre outros, nunca com relação a etnia, o que vem a reforçar a minha opinião sobre o preconceito.
A criança não discrimina a etnia de seu colega, sempre trabalhamos em sala de aula como foi formado o povo brasileiro, que somos a miscigenação de diferentes etnias, a contribuição de todas as raças, não somente o negro, mas o índio, o oriental entre as diversas etnias que formaram o nosso povo.
Houve em nossa escola uma mostra da cultura negra e uma das questões que surgiu foi quanto a religião, pois sendo a maioria evangélica questionaram sobre a religião umbandista se seria do mal, conceitos que trazem de suas casas, expliquei que todos os povos tem sua religião e que a umbanda era uma religião como outra qualquer como temos os católicos, protestantes, evangélicos e que todas as religiões devem ser respeitadas, somos livres para escolhermos a nossa religião e que devemos ser respeitados pelas escolhas que fazemos.
Montamos também um mosaico com a turma e os alunos mostraram-se receptivos em apresentar seus parentes sendo eles negros, indios ou de outras etnias que formavam as suas famílias.
O debate destas questões com os alunos faz aflorar neles o espírito de um povo que nasceu de uma miscigenação entre diferentes tipos de povos e fortalecer suas raízes e consciência de fazerem parte de um povo que tem orgulho de suas raízes.

Piaget - Método Clínico



Na última aula presencial da interdisciplina de Psicologia podemos observar a aplicação do método Clínico Piagetiano que a profª Luciane aplicou no filho um colega, foi muito bom participar desta aula, pois pude avaliar o que poderia aprimorar na aplicação do mesmo teste que meu grupo realizou, as intervenções feitas pela professora, pois quando nosso grupo aplicou o teste não fizemos muitas intervenções com o receio de que pudéssemos induzir as respostas da criança e queríamos ter o resultado fiel, que as respostas da criança não fossem por nós alteradas.
A aplicação deste teste nos possiblita identificar o raciocínio lógico das crianças e em qual fase de desenvolvimento o pensamento da criança se encontra, logo conhecendo a que estágio ela se encontra o professor poderá proporcionar uma aprendizagem que ocorra de maneira significtiva para a criança.

PA - Projeto de Aprendizagem II


Estamos construindo um novo PA, a avaliação que realizamos no início do semestre do PA construído no semestre passado foi muito importante, pois a partir do que foi apontado (erros e certos) podemos construir este novo projeto.
O tema que escolhemos foi desenho animado : "Até que ponto os desenhos animados influenciam o comportamento social e psicológico das pessoas?" e está sendo muito prazeroso pesquisar sobre este tema, estou conversando mais com os meus filhos sobre os desenhos que assistem, realizei uma pesquisa em sala de aula com meus alunos da 3ª série sobre quais os desenhos que assistem, discutimos em aula e foi muito interessante. Eles perguntaram se eu também assistia desenhos animados e quais os meus preferidos e foi fascinante perceber a surpresa deles quando disse que gostava de alguns que eles haviam mencionado como preferidos.
Estou realizando paralelamente, com os professores, a mesma pesquisa e para minha surpresa todos se mostraram receptivos e apreciadores de desenhos animados.
Esta pesquisa está instigando a minha curiosidade, estou conhecendo aspectos com relação aos desenhos que antes não conhecia e estou achando muito interessante.
Agora tenho, também, a visão de como deve estar orgnizados um PA para que seja atraente e de fácil acesso a pessoas interessadas pelo tema, que encontrem nas páginas acessadas informações que contenham respostas aos seus questionamentos, itens que no projeto construído anteriormente não tinha esta visão, ou foco.
Outro item importante que estou vivenciando neste projeto é a construção do mesmo com interesse, uma atividade prazerosa e que está instigando a minha curiosidade em pesquisar sobre o tema e ler todas as postagens de minhas colegas de grupo.
Outro recurso que estamos (grupo) utilizando muito na construção deste projeto, é o uso do MSN, digamos que descobrimos o bate-papo para combinações, discussões dos materiais postados no wiki e está sendo muito enriquecedor.
Estou procurando realizar um trabalho completo, junto com meu grupo, mas como já havia comentado em outra postagem, o comentário do professor orientador vai ser muito importante pois ele será nosso internauta visitador, nos dirá se estamos na direção certa e como todos somos movidos a incentivos, espero receber bons comentários sobre o trabalho desenvolvido.

Inclusão - Teoria ou Prática


Nas primeiras unidades abordadas pela interdisciplina de Educação de Pessoas com NEE foram abordados temas como: histórico, política públicas, serviços entre outros. As unidades 2 e 3 versa sobre a parte legal, as leis e os serviços que são "disponibilizados", nos estados e municípios, para atender aos alunos portadores de deficiências e incluí-los na rede pública de ensino a qual os mesmos tem direito de frequentar. Somente tomei conhecimento destes serviços lendo os textos e realizando as atividades, pois em nosso local de trabalho não é disponibilizado informações a respeito destes serviços.
No município, é verdade, encontramos mais informações pois temos a CIR (Centro de Integração e Recurso) , mas devido a sua estrutura (pequena) só atende casos de multirepetência e existe um limite de vagas, o que dificulta o atendimento de novos casos.
A lei versa sobre formação para os professores, ou profissionais especializados para atender a estas crianças, mas na prática não encontramos isso. Ao realizar uma das atividades propostas pela interdisciplina e conversando com um dos membros da equipe diretiva, veio o comentário que a escola não é informada sobre a matrícula de alunos com necessidades especiais, nem são oferecidos cursos aos profissionais que irão recebê-los, ou seja, a escola não recebe nenhum tipo de orientação, ajuda, ou cursos para receber com qualidade estes alunos.
Conversando com uma colega, na rede estadual de ensino, a qual tem um aluno cadeirante e portador de lesão cerebral, ela me relatou que não recebeu nenhuma orientação da direção, supervisão ou orientação da escola, simplesmente recebeu o aluno e se sente sozinha nesta caminhada, logo, segundo ela, sente-se dividida em relação aos alunos, ou seja, ao se dedicar exclusivamente ao seu aluno portador de NEE não estaria deixando de lado os demais?, pois somente ela é a titular da turma, sem nenhuma monitora que a auxilie a alimentá-lo, levá-lo ao banheiro, entre outras atividades qu lhes são inerentes.
Outro fato que a mesma me relatou, foi quando procurada por um pai para incluir a filha em sua turma e ela expôs ao mesmo que não poderia receber nenhum outro aluno em virtude de ter esse aluno ao qual dispensa atenção, recebeu como resposta do pai que a mesma estava discriminando a sua filha por ser normal, privando-a de estudar, ela refletiu e disse que o pai estava coberto de razão e aceitou mais uma aluna. Logo, eu me pergunto, onde está a direção da escola, os serviços de orientação, supervisão, então quando digo que o professor caminha sozinho neste projeto de inclusão, ao qual o governo promove com muito orgulho, não estou longe da realidade, pois a cada dia vejo casos como este acontecerem, tanto na rede estadualcomo a municipal.